Eu e a blogosfera

Blogosfera
Em um período de quase 15 anos, já tive uma penca de blogs. Cada um com uma proposta diferente…

Uma das coisas que sempre gostei de fazer, desde moleque, é escrever. E isso mesmo na época em que PCs ou laptops eram coisas apenas da ficção ou de gente muito rica. A escrita é uma das melhores formas na qual consigo me expressar. Já na era digital, quando passei a conhecer o que era o tal “blog” que as revistas jovens e de tecnologia falavam, foi como se eu ganhasse na loteria.

Blog, por definição, é a junção de duas palavras em inglês (WeB + LOG), que significa algo como “diário de rede”. Ou, mais precisamente, “diário virtual”. Hoje em dia, de forma exaustiva, abrange também as redes sociais (Facebook, Instagram, Youtube, etc.), mas quando foram lançados tratavam-se apenas das plataformas de texto, voltado a pessoas que queriam relatar seu dia adia, suas descobertas, decepções, frustrações. Ou, num nível mais elevado, abordar temas do cotidiano, apresentar argumentos e registrar sua opinião.

Nesse último caso eu me enquadro. Até hoje. Já perdi a conta de quantos blogs criei ao longo da vida, principalmente quando ingresse na faculdade de Jornalismo. Alguns ainda estão disponíveis na rede e, de vez em quando, dou uma olhada só para cair na risada (ou me matar de vergonha!).

O primeiro que criei, no ano de 2005, pertencia à plataforma MSN Spaces (não confundir com o “MySpace”), criada pela Microsoft. No meu perfil eu gostava de discutir temas polêmicos da época, analisar letras de música, filmes. Foi um excelente achado. O sistema migrou para “Windows Live Spaces”, mas em 2011 foi praticamente extinto. A empresa avisou geral (mas eu não fiquei sabendo!) que os usuários deveriam migrar suas contas para o WordPress (mais à frente falo sobre este), mas, obviamente, não o fiz.

No ano seguinte, conheci o Blogger e fiquei encantado com o visual que proporcionava (o MSN Spaces era bom, mas apresentava muitas falhas, como por exemplo, alterações involuntárias nas fontes e corpo do texto). A conta era www.fabiocavalcantebv.blogspot.com (não adianta clicar. Não existe mais! =p). Fiquei utilizando ele (sempre com a mesma proposta da plataforma anterior) por quase dois anos, até modificar substituí-lo por outro, também do Blogger. Esse ainda existe: fabiocbv.blogspot.com. Troquei, porque o domínio anterior era bem extenso e eu tinha sempre dificuldades em ‘ditá-lo’ para meus conhecidos.

Na mesma época, resolvei criar outro blog, mas para servir de extensão de uma coluna cristã que eu assinava no jornal onde trabalhava. Assim, surgiu o blog Universo Gospel. Foi a época em que mais causei polêmica com o meio evangélico, pois fui um dos primeiros na cidade a adotar o discurso subversivo na web, abordando sempre os escândalos, os disparates doutrinários e outras coisas. Em outras palavras, foi quando mais fiz inimigos e causei antipatia dos irmãos.

Em 2009, criei um blog paralelo, mas com um diferencial. Resolvi alinhar a fotografia e a poesia, publicando as imagens que eu registrava no dia a dia. Na época, eu tinha acabado de concluir um curso básico de fotografia digital e estava muito empolgado em fotografar tudo o que via pela frente (hahaha!). Assim, sob influência do meu professor de fotografia, surgiu o Photomakerr. Também desatualizado, infelizmente.

A era WordPress

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A plataforma oferece visuais melhores. E é bem mais prático de se usar, em comparação ao Blogger

Em 2010, conheci o que, na minha opinião, é a melhor plataforma de blogs, sites e afins que existe: o WordPress. Fiquei encantado com a praticidade, o incrível editor de texto, as possibilidades para se trabalhar com fotos e vídeos e tudo mais. Tratei logo de migrar meus dois blogs. Assim, o meu pessoal se transformou no blog O Tempo e o Universo Gospel permaneceu com o mesmo nome, só que em outro endereço (apesar de eu não mais utilizá-los, ambos estão com novo visual hoje em dia, após alguns testes que fiz).

Após conhecer a plataforma, meio que “enlouqueci”. Talvez devido a uma alta carga de ansiedade que sofria (e ainda há alguns “respingos” atualmente), acabei criando outros blogs. É… eu não tô brincando! Um deles foi o Policialesco, onde eu registrava as matérias de outra coluna do jornal, específica de “crônicas policiais”. O outro foi um que, até hoje, tenho um carinho muito grande por ele, embora não o atualize mais. É o Nossa Versão, que primeiro surgiu como coluna numa revista de cinema onde atuei por um tempo.

O tempo passou, eu me “afundei” no trabalho. As responsabilidades aumentaram. Voltei à faculdade para mais uma graduação. E a cabeça já não era mais a mesma. Faltava inspiração. Faltava motivação (comentei algo sobre isso aqui). E como resultado, todos os blogs que eu tinha morreram. Ainda tentei postar alguma coisa, aqui e ali, em cada um deles, mas não era a mesma coisa. Meio que desisti de ‘blogar’.

O recomeço                  

Os anos se passaram, mas o trabalho não diminuiu. Ser jornalista não era aquela coisa glamorosa que eu pensava no tempo pré-vestibular. O ano era 2016 e eu vivia uma das fases mais difíceis da vida. Dois anos morando sozinho, pressão de todos os lados, problemas no meu relacionamento. Eu estava a ponto de ter um “treco”. Foi aí que, para aliviar as tensões existentes, tive a ideia de voltar a blogar, afinal, como eu disse no início, escrever só me fazia bem.

Assim, em setembro daquele ano, nasceu meu 10º blog (!!!). O nome não poderia ser mais sugestivo: Diários de Ansiedade. Com ele, tentei uma pegada totalmente diferente, mais emotiva, reflexiva, com direito até a tentativas de poesia (algo que pouco me interessava, mas que passei a amar, com o passar do tempo). Meu amor pela escrita voltou com força total.

Um detalhe. Voltei ao Blogger, porque sempre achei os domínios deste bem extensos e difíceis de explicar para alguém (“’Word’ o que?”) e eu queria algo simples e mais atrativo (como se “blogspot” fosse aquela coisa agradável, né!). Porém, no início de 2019, descobri que o WordPress deu uma repaginada em seus templates. O visual ficou melhor, assim como o editor de texto.

Dessa forma, pensei: porque não tentar “reatar”? E assim, como muita dor no coração, deixei meu blog mais favorito e criei este aqui, onde você está lendo esse texto (se você teve paciência de chegar até aqui nesse ‘jornal’, meus parabéns! E muito obrigado!!!). É o blog de número 11, da minha trajetória blogueira. O “Diário de Ansiedade” teve um papel muito importante na minha vida (inclusive, será o título da minha pretensa primeira obra musical, quando eu puder lançar!). Mas, é hora de voltar às origens.

Talvez você pergunte: mas porque fazer um novo blog? Por que não pegar um já existente e continuar? Bom, o WordPress me oferece as ferramentas que eu preciso e então, o caminho é seguir por ele. Ainda quero incluir um domínio próprio, para melhorar a divulgação. Mas por enquanto, será esse mesmo.

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Blog-se!

O que posso dizer é que os blogs representam momentos importantes da minha vida. E que me ajudaram bastante a melhorar minha percepção da vida e do mundo à minha volta. Diferente das futilidades que muitos exercem ao se denominarem “blogueiros”, essa ferramenta representa para mim meu grande apoio na busca pelo conhecimento, pela autocrítica e pela forma de ver e viver a vida. Por isso estou aqui, tentando mais uma vez. Até surgir uma plataforma melhor. Quem sabe…

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