
Esse tal coronavírus não tá pra brincadeira, meus queridos! A cada dia, a situação piora. O número de mortos se torna assustador. A esperança de muitos se esvai e os “donos do poder” acabam por dificultar ainda mais as coisas com sua ganância e insensibilidade ante aos mais atingidos.
E aí vem esse tal “lockdown”. Nome estranho, mas que desde Transformers 4 – A era da extinção, não causava tanto pavor. A pomposidade em torno da palavra logo desaparece quando sua definição é trazida à luz: confinamento forçado! Em resumo, é isso.
Os governos de todo o planeta fazem o que podem para evitar que o vírus dizime a todos. A recepção das medidas variam de lugar para lugar. No Brasil, gera manifestação, carreata e culto à personalidade. Mas isso é outra história.
Porém, com os picos mais que elevados da doença, talvez não haja alternativa: o confinamento terá que ser imposto. Principalmente quando ninguém respeita simples recomendações que tratam de distanciamento social.
No Brasil, mais de 8.600 já pereceram por conta da doença. Quase 30 mil estão infectados e o sistema público de saúde está prestes a colapsar de fato. Em alguns estados brasileiros, a coisa já foi para o “espaço”. Choro e sofrimento já são rotina.
Permitam-me falar sobre o lugar onde vivo. Roraima, o Estado menos populoso do país (pouco mais de 600 mil habitantes) já ultrapassou a faixa de 1.020 casos confirmados de coronavírus. Pouco, se comparado a outros Estados. Porém, esse número é maior que de países como Sudão (930), Somália (928) e até a vizinha Venezuela (370).
Por aqui, parece que o problema nunca chegou. Exceto pelo fato de que o comércio fechou as portas em mais de 80%, eventos culturais e esportivos cancelados e tudo mais, as pessoas agem como se o vírus não existisse. Não faltam aglomerações em frente a agências bancárias, lotéricas, botecos e até nos campinhos de futebol.
Já foram emitidos mais de cinco decretos municipais, flexibilizando algumas atividades comerciais, há dezenas de ações semanais para sensibilizar o povo (redes sociais, inclusive), mas o povo não entende a gravidade da coisa. Nem vou entrar no mérito sobre o porquê, se por teimosia, o falido sistema educacional brasileiro, dívida histórica ou sei lá.
A questão é: vidas precisam ser salvas, não é mesmo? O que mais tem que ser feito para que os doentes não agonizem e morram nos hospitais lotados, abandonados e sucateados pelos governos irresponsáveis? Talvez seja necessário “engrossar o tom”…
Ninguém deve ser obrigado a fazer algo, a não ser pela força da lei. É o que diz a nossa constituição. O “lockdown” tem sido empregado em outros países e tem funcionado. Não impediu mortes, mas evita que os números sejam estrondosos.
É claro, não podemos esquecer que muitos quebram o isolamento por motivos nobres. Tipo trabalhar e adquirir o sustento de suas famílias. Isso é inegável, mas não é sobre esses que estou falando. Sair de casa para encher a cara num boteco, jogar uma partida de futebol no campinho ou simplesmente para ficar batendo papo na rua, aí já é outra história.
A pandemia precisa acabar. Todos queremos voltar à normalidade. Mas é preciso que todos cumpram com seu dever de preservar a vida. A origem do vírus é questionável, mas está longe de ser uma farsa. Que não seja preciso sermos obrigados a fazer nossa parte…
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