Que susto!

No último domingo (31), janeiro resolveu terminar de forma abrupta e assustadora. Um terremoto de magnitude 5,7 com epicentro na Guiana (cerca de 40 km da fronteira com o Brasil) foi registrado e sentido nos estados de Roraima e Amazonas. De certa forma, foi leve, mas o suficiente pra deixar muita gente temendo os 4 cavaleiros do Apocalipse em seguida.

Na ocasião, eu estava na casa da minha mãe. E na hora do tremor, eu tentava cochilar (domingo, tardezinha, clima ameno…). Meu padrasto assistia a TV e minha mãe tentava alguns acordes no teclado que ela comprou recentemente. Minha namorada estava comigo nesse dia e foi a única na casa a perceber o tremor. Mas todos achamos que se tratava de alguma máquina da prefeitura executando algumas obras de infraestrutura no bairro.

Logo vi no Twitter relatos de muita gente falando a respeito e se perguntado se havia acontecido ou não. Não parecia ser coincidência. Para sanar as dúvidas, fiz o que todo bom jornalista deve fazer numa hora dessas: checar nas fontes oficiais. Pelo celular mesmo, acessei sites de institutos e centros sismológicos. E aí: bingo! O tremor foi real.

Não demorou para que as redes sociais ficassem abarrotadas de informações desencontradas e sem sentido. Vídeos de anos atrás foram compartilhados como se fossem daquele dia em questão. Uns diziam que o terremoto foi de 2.9, 4.5 e 10.2. E que o epicentro foi na Venezuela, na Guiana e até no Suriname. E cada post com bastante curtidas e compartilhamentos.

Felizmente, o tremor não trouxe grandes males. Aqui em Roraima, umas poucas edificações apresentaram rachaduras. Na Guiana os casos foram um pouco maiores que aqui, mas ainda sim leves. Fiquei refletindo a respeito e cheguei à conclusão que o que devastou mesmo foi o excesso de fake news.

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