4 DÉCADAS

Para muitos, chegar aos 40 é algo assustador. Mas, por enquanto, tô de boas… |FOTO: FreePik

Disclaimer: esse texto era para ter saído no dia 12 de março, quando completei 40 “voltas ao redor do sol”. Mas como nunca tive uma vida muito fácil, estamos postando somente agora…

Bom, aqui estamos nós, em nossas 4ª década vivida. Para muitos, é assustador chegar a essa idade, olhar para trás e perceber o tanto que o tempo passou. E logo vem as tradicionais reflexões: O que eu fiz essa vida toda?

Na real, quando cheguei à casa dos 30 eu já estava meio que “desesperado” com o quanto o tempo passou rápido. Já namorava ( hoje minha esposa). Ainda morava na casa dos meus pais. Mas não tinha qualquer estabilidade financeira. Ou seja, não tinha nada daquilo que planejava quando adolescente.

E o que eu planejava? O “básico”, né. Uma casa, um carro, um bom emprego que me rendesse comprar o que quisesse, viajar bastante e ter pelo menos três guitarras (Uma Fender Stratocaster, uma Gibson Les Paul e uma semiacústica, não importa a marca). Até então, não pensavam em casamento, mas queria estar ao menos namorando.

Hoje, com 40 anos, vejo que conquistei muita coisa. Sou muito bem casado com uma mulher maravilhosa. Temos onde morar — está longe do ideal, mas é o que temos. Tenho um bom trabalho, uma ótima carreira e um bom nome a zelar. Tenho uma Gibson Ephiphone “velha de guerra”, mas já tive outros modelos (vendi todas, sempre que as coisas apertavam). E também já tive carro, mas tive que vender devido a trocentos tipos de problemas relacionados.

Em suma, cheguei aos 40 feliz, realizado e muito mais chato. Porém, como deve ser, mais maduro e com maior propensão a pensar melhor antes de agir. Mas, o que é mais relevante disso tudo é que chegamos ao ponto em que compreendemos melhor que a vida envolve mais o “ser” do que o “ter”, que as experiências vividas estão em um nível mais acima das conquistas materiais.

O importante é não parar, achando que “ah… cheguei aos ápice da vida! Não tenho mais nada a aprender ou fazer!”. Pelo contrário: é aí que a caminhada segue firme — se mais árdua ou mais leve, depende da “estrada” a ser percorrida. Só me resta agradecer a Deus por chegar até aqui e pedir sabedoria, saúde e muita, mas muita paciência para não sair xingando geral, especialmente adolescente (Brinks!!!!)…

Queria poder escrever mais a respeito. Mas ando sem tempo (“pra variar”). Depois, com mais calma, trago aqui outros assuntos que acho importante comentar a respeito.

“Até aos quarenta anos o homem permanece louco; quando então começa a reconhecer a sua loucura, a vida já passou” (Lutero)

Credo!!!!

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